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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Misterioso e Revolto

António Teixeira (Chã-de Ribeiras)

Ó mar belo e perigoso,
Eu te peço por favor,
Não venhas cá fora de novo,
Não massacres mais o Povo,
Para não causares mais dor.

Não te posso censurar,
Por tua agitação ser feroz,
Por natureza és assim,
Capaz de causar o fim,
Sem te preocupares em nós.

O prejuízo que deste,
Em vidas e material,
Pudesses tu tê-lo evitado,
Pois tanto mal foi causado,
Por tua fúria infernal.

Serena-te ó mar infinito,
E não causes mais tristeza,
Não destruas mais a terra,
Pois já lhe basta a guerra,
Para perder a sua beleza.

O que aconteceu na Ásia
Provocou choro e ais,
Acalma-te ó mar revolto,
Em mil mistérios envolto,
Não faças ninguém sofrer mais.

domingo, 28 de novembro de 2010

António Teixeira (Chã-de-Ribeiras)

Ó Iraque, Iraque
Terra rica, terra pobre,
Por tantos és odiada;
Que mal cometeste tu
Para seres tão bombardeada?
As crianças não brincam, não riem,
Os velhinhos ficam mudos;
Há um silêncio de morte,
E cada um fica à espera,
À espera da sua sorte.
É a árvore que não se agita;
É o breu que te ensombra,
Será que as estrelas brilham?
Até os rios serenam;
Os pássaros não cantam,
Os cães não ladram!
Continua o silêncio de morte;
Então; as bombas rebentam,
E ditam… a tua sorte.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Mulher, Flor, Jardim

António Teixeira (Chã-de-Ribeiras)

A mulher é um jardim
Que merece muito amor,
A mulher é um ser puro,
A mulher é um ser belo,
A mulher é uma flor.

Ninguém despreze a mulher,
E pela Flor haja respeito,
Não vá o jardim zangar-se
E até querer vingar-se
Por ser um jardim desfeito.

Se o jardim se zangar
e flores não produzir
É porque se quis vingar
De quem ousou maltratar
A flor, para o ferir.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Meu País… Meu País

António Teixeira (Chã-de-Ribeiras)

Que raio de país é este,
Que nos parte os corações?
Uns trabalham de gravata
O trabalho não os mata
E ganham muitos milhões.
Mas há outros em desespero
E de cabeça perdida,
Eu partem p’ró estrangeiro
Para ganhar algum dinheiro
Mas sempre a arriscar a vida.


O País que agora temos
Não é o que eu conheci,
Pois muito me entristece
A às vezes me apetece

Fugir para longe daqui.

Peço aos nossos decisores
Que levantem o nosso país,
Para ver se o nosso povo
Começa a sorrir de novo
E volta a ser feliz.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

PENSAMENTO

António Teixeira (Chã-de-Ribeiras)

NADA ERA, AO NADA HEI-DE VOLTAR”
nada, pó,
fecundidade, geração,
feto,
nascimento, luz, criatura,
crescimento, conhecimento,
sabedoria,
infância, puberdade,
adolescência, adulto,
alegrias, tristezas,
envelhecimento, morte,
terra, pó,
nada.